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Controlando a criatividade

Trabalho com desenvolvimento de software, e essas dias na empresa, durante um dos inúmeros momentos de planejamento da próxima Sprint, me vejo, novamente, pronto para dar idéias e escrever soluções. Detalhe, é de que, quase como algo mecânico, nem estava mais pensando no global, mas diretamente no código, e como aquilo ia resolver de uma forma bacana um cenário do meu dia-a-dia…

Foi ai que parei, e me peguei em mais um daqueles momentos que saí sedento por solução, sem nem ao menos raciocinar direito sobre o Todo ou ainda (pior) sobre as reais necessidades e diretrizes já estabelecidas.

Não sei se é efeito da idade ou de trabalhar num ambiente corporativo maior e mais exigente como é o da LG, que meus cuidados com o macro ambiente estão aumentando tanto, quase que de maneira paranoica, diria. Mas uma coisa é certa:

Vejo como é necessário domar a criatividade.

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Pai Mei #curtiu

Afinal, dependendo da natureza do problema, de sua complexidade e de seu potencial de reúso, podemos criar verdadeiras aberrações, que teremos que conviver por um bom tempo, já que as demandas por tempo para planejamento e (que sá) re-planejamento podem ser encaradas com ressalvas…

Mas o fato é: A mecanização do impeto da resolução do problema. Quase como cachorros correndo atrás do coelho numa corrida.

Vejo isso claramente no dia-a-dia, quase como se existisse uma competição velada, ou nem tanto, de quem dá a resposta no menor tempo para determinado problema, seja ela, de fato, longeva ou não.

Tenho a consciência de que nem só de estratégia vive um profissional, mas tampouco como uma fábrica de respostas rápidas. E começo a encarar isso de maneira extremamente danosa para o dia-a-dia do grupo.

Portanto, começo a sentir uma necessidade de ter mais “carinho com as soluções”, ponderar sem ter necessariamente o relógio como “coelho”, que é importante e necessário, mas não ser levado como a diretriz principal.

 

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